domingo, 26 de maio de 2024

Mercado São Miguel -Guarda

 


A carne de vaca jarmelista, da Guarda e os excelentes anfitriões.


Jarmelista é a defesa desde 2006  que se refere à carne de vaca que é criada na região da Guarda, Municipio do centro de Portugal. A jarmelista é conhecida pela qualidade e sabor, e é muito apreciada pelas suas características.


A carne jarmelista é uma especialidade regional ,os criadores de gado tentam manter as técnicas tradicionais e respeitam os processos naturais de crescimento do animal. A carne é caracterizada pela cor vermelha escuro, textura firme e macia  com um sabor intenso e de enorme qualidade..Um miminho♡


Ontem, no mercado de São Miguel, quem nunca provou a carne de vaca jarmelista da Guarda, teve a oportunidade de experimentar no Showcooking promovido pelo Município da Guarda, Traçoinox  e entre muitos outros, cozinhada por mim  a delícia Guardense!


O Prego da vazia jarmelista[oferecido pelo Eng.José Manuel- Acriguarda] foi confeccionado em chouriço frito, da Probas e um fio de azeite, alho socado e louro.

Servido em pão de qualidade excelente, acompanhado de batata [de primeira qualidade, incrível] “pala-pala” frita na hora. 

O molho; cebola reduzida e aromatizada com vinho rufete, chouriço, ervas aromáticas [da minha querida Ludovina] e alho. Todos os ingredientes guardenses foram entregues pelos seus produtores.

Existiu uma interação com a comunidade  muito empenhada e animada.

E, de inovação gastronómica confeccionei como sobremesa, Montanha de grão e mel com os Mirtilos de Idanha em Neve. 


Durante esta mostra de “cousas de comer” para além dos equipamentos da Robotcoup, e Arcos, tive a colaboração dos souschef;  Vereador do turismo Rui Melo, D.Tina e Vitor Almeida  que me prestaram apoio extraordinário.♡

Mas, não fico por aqui… 

Na primeira linha de bancada tinha o Nerga, na pessoa da Presidencia, alegre, cheio de humor observador e gourmand.

E assim, chego à mais pequenina de todas mas muito cheia de “movida” conheci a Guardense,  Cecília, impulsionadora da defesa e dinamização deste evento, foi amor à primeira vista… [que existam mais vontades e mostras desta honestidade]


 Regressei da Guarda com vontade de lá voltar. 


Adorei.


Ps: sinto uma enorme gratidão ao acolhimento que recebi. Bem hajam.

sábado, 25 de maio de 2024

Empadão de Pedriz SecXIV


 Em 2015, escolhi Idanha e todo o seu território para representar a cozinheira e a paisagem não estéril, isto é; agrícola e histórica, procuro dar ênfase à habilidade em cozinhar e preparar receituário altamente dependente de uma variedade de ingredientes frescos e diversificados que encontro tanto na produção local, mesmo que pequena mas de compromisso com a consciência e, no património cultural e histórico gastronómico. A paisagem estéril geralmente é caracterizada pela ausência de vida vegetal e, portanto, não oferece os recursos necessários para a prática da culinária. Como também é necessário uma fonte de água potável e de um ambiente adequado para a preparação higiênica dos alimentos, que geralmente não se encontra disponível neste tipo de paisagem. Assim, é improvável que um cozinheiro se encontre em tal ambiente.

Na época medieval os nobres plantavam as suas hortas com plantas e árvores estéreis, isso era feito por razões estéticas e de status social. As hortas eram consideradas um símbolo de riqueza e poder, e criar paisagens artificiais estéreis era uma maneira de exibir o controle e a opulência dos nobres sobre a natureza. Estas eram frequentemente incluídas em jardins formais ao redor de castelos e palácios.

As plantas e árvores eram escolhidas pela sua beleza visual e características ornamentais. Incluía árvores cuidadosamente podadas para criar formas geométricas, como arbustos em formato de animais ou esculturas vegetais, lembro-me de em Mafra(terra onde cresci nos meses de Verão) ver o “jardim do buxo”onde eram utilizados canteiros com plantas que não produziam frutos ou flores, mas que tinham folhagens atraentes, como o buxo e a hera.

Além da estética, as plantas estéreis também ofereciam uma vantagem prática aos nobres. Como essas plantas não produziam frutos ou flores, elas não atraíam insetos indesejados como abelhas e mosquitos, o que tornava essas áreas mais confortáveis para o prazeroso tempo passado ao ar livre.

No entanto, é importante a ressalva que nem todas as hortas medievais eram estéreis. Muitas também eram utilizadas para o cultivo de alimentos, ervas medicinais e plantas aromáticas, pois era necessário suprir as necessidades alimentares das famílias nobres.


Empadão de perdiz Sec XIV


Depois de depenadas e bem lavadas, cozem em água fervida as perdiz até estarem macias. Retiram-se todos os ossos e em lascas junta-se aos cortes miúdos em cebola roxa, que se deixa fritar em banha de porco. 

Acresce-se o alho, louro, pimenta em grão, e ervas; carqueja e tomilho.


Noutra panela já cozeu as batatas que nesta época [séc XVI] se tornaram moda.

Use um tabuleiro furado e esmigalhe a batata, basta uma vez. Após esta tarefa, adicione um pouco do caldo de cozer a perdiz, manteiga, noz moscada, alho e sal, batata muito bem até obter um puré consistente.

Por camadas, coloca-se o puré e a perdiz até chegar ao top do tabuleiro de barro retangular. 

Bate duas gemas e pincele o topo, coloque umas rodelinhas de chouriço e farinheira, leve ao forno até que todos os sabores se mistuŕem. 

Divirta-se entre os séculos e na comensalidade. 




sexta-feira, 17 de maio de 2024

As flores do meu jardim

Olhem bem para o vosso jardim!
O dente-de-leão é o vosso fito-farmaceutico!
 Poderoso tónico para o fígado e os rins,
actua como um diurético, permite que os 
resíduos sejam removidos rapidamente
 do corpo. É uma erva amarga, estimula o 
sistema digestivo, ajuda a absorção 
dos nutrientes nos alimentos com mais
 eficiência,  e gera menos resíduos 
metabólicos. 

Assim, significa que o fígado pode usar a sua energia em tarefas
 mais importantes, como por exemplo livrar o corpo do excesso de gordura armazenada. E, como todas as verduras do início da primavera, as folhas do dente-de-leão são carregadas de vitaminas e minerais – algo que geralmente nos falta durante o inverno.
Têm uma ação tónica no organismo, o dente-de-leão também ajuda a reduzir a 
inflamação no fígado. 
O dente-de-leão é muito rico em vitaminas A e C, beta-caroteno, potássio, ferro e
 cobre, usado como um importante impulso nutricional para o corpo após um inverno
carregado de refeições pesadas.
 O dente-de-leão pode ser um tônico para todo o corpo, ajudando a corrigir
 problemas de eliminação como prisão de ventre, pedras biliares, indigestão,
 lentidão e cansaço. 
Também ajuda a combater problemas de pele e aliviar o impacto do diabetes e,
regula o açúcar no sangue como também a diminuir o colesterol.
Aqui está a minha flor para as águas aromatizadas 
 primaveris ♡

Divirtam-se