Penso que esta classe pode utilizar sistemas operativos e de rede, afastando os lobbies (que só criam divisões), de sublinhar as escolhas alimentares que possam contribuir na conexão e proporcionar momentos de excelência aos convivas. Destaco o papel do cozinheiro como um agente importante na criação de experiências gastronómicas que vão além do simples ato de alimentar, mas que têm o potencial de elevar a sua memória afetiva.
quinta-feira, 19 de outubro de 2023
a maturidade do Chef
Penso que esta classe pode utilizar sistemas operativos e de rede, afastando os lobbies (que só criam divisões), de sublinhar as escolhas alimentares que possam contribuir na conexão e proporcionar momentos de excelência aos convivas. Destaco o papel do cozinheiro como um agente importante na criação de experiências gastronómicas que vão além do simples ato de alimentar, mas que têm o potencial de elevar a sua memória afetiva.
segunda-feira, 18 de setembro de 2023
Os Mercados regionais
Reencontro gastronómico em família | AGOSTO 2023
A importância dos mercados e a cultura gastronómica variam por regiões devido à disponibilidade e ao acesso a diferentes ingredientes, clima, tradições culinárias locais e influências culturais. Na minha opinião e alguns exemplos de como os mercados e a cultura gastronómica mudam em diferentes partes do mundo:
Na América Latina assisti a mercados de rua frenéticos comuns nesta região, onde podemos encontrar frutas tropicais, legumes, pimentas, especiarias e carnes frescas de uma qualidade altíssima. A culinária deixa-se influenciar por legados indígenas, europeus e africanos, com pratos como ceviche, tacos, arepas, feijão e arroz, e guacamole. Delícias que se aplicam na cozinha profissional, mas tb na doméstica. Receituário que agrega o valor esquizofrénico do amor.
Por seu lado, a Ásia oferece corredores de mercados de rua onde se distingue uma parte fundamental da cena gastronómica asiática, com ingredientes e especiarias exóticas em exposição. Cada país é palco das suas próprias especialidades regionais, como o ramen japonês, os dim sums chineses, o pad thai tailandês e os curries indianos. A fusão mediática da alma com o olfacto. A renúncia ao corpo físico e o ganho espiritual inundados de cheiro e sabor.
Aqui, onde cresço em abundante fervor, na Europa: Com uma ampla variedade de cozinhas, a Europa conta com mercados que oferecem todas as variedades organicas e biológicas de queijos, chouriços, brindes do mar, vinhos e cervejas de alta qualidade. A culinária varia de país para país, com pratos desde a chanfana de cabra, franguinho da Guia, lampreia Basca, açordas, pizza italiana, croissants franceses, tapas espanholas, as cervejas Belgas e chucrute alemão. Entre tantos e tantos outros sabores a mar e terra que elevam país a país ao seu Ego gastronómico.
Porém em África, os mercados de rua são uma parte essencial da vida em muitos países africanos. As refeições são muitas vezes compartilhadas em volta de uma tigela, como com a injera da Ethopia ou o fufu da África Ocidental. Outros pratos notáveis são o bobotie da África do Sul, o cuscuz marroquino e o peixe grelhado com molho de amendoim da África Ocidental tudo excelente quando se junta à união humilde das gentes locais. Onde o sabor vai alcançar algo que partilhamos sem dar conta, o fraterno.
Chegamos então a América do Norte onde os mercados de agricultores são comuns nesta região, com uma grande variedade de frutas e legumes. A comida é influenciada por culturas de todo o mundo e pode ser encontrada em pratos icónicos como hambúrgueres, cachorros-quentes, churrascos, tortilla chips e poutine canadense.
Muito resumidamente, os mercados e a cultura gastronómica variam de região para região, com diferenças notáveis baseadas na diversidade disponível, tradições e influências culturais locais.
Centro-me agora em portugal e muito nas regiões por onde ando, dou conta que ao comprar em mercados regionais tenho acesso a produtos frescos e de qualidade diretamente dos produtores agrícolas e pecuária como também do mar/rio. Alegra-me que ao comprar diretamente apoio a economia local e incentivo práticas sustentáveis de produção e pesca.
Nestes mercados regionais, os produtores e pescadores geralmente oferecem produtos frescos que foram colhidos, pescados ou produzidos recentemente. Produtos estes que têm um sabor mais intenso e são mais saudáveis, já que não passaram por longos processos de armazenamento e transporte. Além de comprar direto aos produtores, sendo mais barato, já que não envolve intermediários.
Nos mercados podemos descobrir novos alimentos ou produtos que não estão disponíveis nos supermercados locais. Isso permite-nos experimentar novos sabores, conhecer melhor a culinária local e apoiar pequenos produtores dedicados e sobreviventes.
Portanto, ao comprar em mercados ,não só está só a garantir a frescura na sua mesa mas sabor, como também está a apoiar a economia local e incentivar as práticas sustentáveis de produção e pesca.
Em ambiente familiar decidimos por unanimidade viver os dias em comunhão com a produção local e comunidade dos locais, tal como fazemos em casa ou para o restaurante. A compra de peixes e exclusivos do mar provenientes da pesca de arte xávega em ambientes de férias pode ser uma experiência muito positiva. A arte xávega é uma técnica de pesca tradicional que é praticada em algumas regiões costeiras de Portugal, utilizando uma rede de arrasto operada por um conjunto de pescadores. Homens que devem ser brindados todos os dias.
Quero com isto realçar o consciente colectivo e promover a sustentabilidade tanto doméstica como profissional.
A pesca proveniente desta técnica de pesca tradicional, permite a apoiar a economia local e incentivar a preservação de práticas sustentáveis de pesca. A pesca de arte xávega é geralmente considerada uma técnica de pesca mais sustentável do que outros métodos, prática de pequenos grupos de pescadores locais, que capturam peixes e exclusivos do mar de forma mais seletiva e cuidadosa.
Afirmo que ao comprar peixes e exclusivos do mar da arte xávega em ambientes de férias pode ser uma maneira de experimentar novos sabores locais e frescos repondo o iodo em falha no grande percurso de concentração estudantil e carga laboral porque todos passamos no decorrer do ano. Os peixes e frutos do mar capturados por esta técnica de pesca geralmente são frescos e saborosos, capturados no próprio dia ou no dia anterior.
No entanto, ao comprar da arte xávega em ambientes de férias, é importante escolher fornecedores confiáveis e que observem as normas de segurança alimentar. Verifique se os produtos estão frescos e adequadamente refrigerados, e se o local de compra é licenciado e regulamentado pelas autoridades locais e de saúde. Os mercados camarários são extraordinários para nos mostrar as gentes e certificados.
Uma experiência positiva e agradável maneira de apoiar a economia local, incentivar práticas de pesca sustentáveis e experimentar novos sabores frescos. As férias de verão são a oportunidade para incluir gastronomia e criação de experiências e memórias em família. Uma maneira de fazer isso é experimentar novos sabores, visitar mercados e permitir que eles conversem com os vendedores e escolham o seu alimento. (A promoção do não neofóbico)
Além disso, envolver as crianças na preparação de refeições e na criação de novo receituário. Pode ser uma atividade divertida em família e que permite que as crianças aprendam mais sobre alimentos e culturas diferentes. Os desafios, geralmente, ensinam as crianças e representam autoconfiança, preparar pratos tradicionais ou tentar um prato novo que nunca experimentaram antes.
O fortalecimento de laços através da comida e das compras pode incentivar visitas às quintas organicas ou cooperativas locais para conhecer os produtores, o que nos leva aprender mais sobre a produção de alimentos e pesca. Desta forma ajudamos todos a manter um nicho de turismo mais sustentável e de formação coletiva. Ajudar a ensinar as crianças sobre a importância da sustentabilidade e do consumo consciente.
Divirtam-se entre as memórias do verão nas histórias do Inverno!
sábado, 9 de setembro de 2023
Papas de carolo - Beira interior
O milho é um dos alimentos mais consumidos e cultivados em todo o mundo. É uma planta gramínea originária da América Central e foi domesticada há milhares de anos pelos povos indígenas. Existem várias variedades de milho, cada uma com suas próprias características e usos culinários.
Aparece-nos este grão pelos descobrimentos, no final do século XV, por meio dos espanhóis que trouxeram diversas variedades de milho da América do Sul e Central. O milho rapidamente se tornou um alimento popular na Europa e espalha-se por todo o continente, como cultivo em diversas regiões. Hoje, o milho é um dos bagos mais importantes do mundo e é amplamente cultivado em todos os continentes.
O milho é apreciado por seu sabor doce e textura macia. Pode ser consumido de várias maneiras diferentes. Um modo popular de preparar é cozinhá-lo e servi-lo como uma espiga, muitas vezes com manteiga derretida e temperos. O milho também é usado como ingrediente em diversas receitas, como saladas, sopas, tortilhas, tacos, pães e bolos.
Além de ser delicioso, o milho também é uma fonte de nutrientes importantes. É rico em fibras, vitaminas (como vitamina A, vitamina B e vitamina C) e minerais (como magnésio e potássio). Esses nutrientes são essenciais para a saúde geral do corpo, ajudando no funcionamento adequado do sistema digestivo, fortalecimento do sistema imunológico e manutenção da saúde ocular.
O milho pode ser encontrado fresco, enlatado ou congelado em supermercados durante todo o ano. Ao escolher o milho fresco, escolha as espigas com casca brilhante e grãos firmes e suculentos. Evite espigas com casca murcha ou grãos descoloridos.
Em modo geral, o milho é um alimento versátil, saboroso e nutritivo que pode ser desfrutado de várias formas. Experimente diferentes receitas e descubra as várias maneiras de aproveitar o sabor e os benefícios do milho na sua alimentação.
Em Portugal, na região da Beira Interior, o milho geralmente aparece durante a época do verão e outono, é nesta altura que começo a servir aos meus comensais. As sementes de milho são plantadas na primavera e, ao longo dos meses seguintes, as espigas vão crescendo até estarem prontas para serem colhidas.
O momento exato em que o milho está pronto para ser colhido pode variar um pouco, pois depende do tipo de milho plantado e das condições climáticas. No entanto, geralmente, as espigas de milho estão maduras e prontas para a colheita entre os meses de agosto e outubro.
Depois de colhido, o milho pode ser utilizado de diversas formas na culinária portuguesa, como na preparação de broa de milho, canjica, cuscuz,milhos doces ou salgados, assinalado como uma iguaria típica de cada região.
A papa de carolo é bem reconhecida no nosso território é uma preparação tradicional feita com o carolo de milho, que são os grãos inteiros que ficam presos na espiga após retirar os grãos. É uma receita bastante comum, é considerada uma iguaria por seu sabor único.
Considero muito especial a papa de carolo, vamos precisar dos seguintes ingredientes para a construir sob o meu cunho pessoal:
- Carolo de 4-5 espigas de milho (pode optar por farinha moida seŕa uma chávena)
- Água/ leite de coco
-especiarias várias
-amêndoas, passas
- 2 gemas de ovo
- Sal (opcional)
- Açúcar /mel(opcional)
Aqui está o passo a passo para preparar a papa de carolo:
1. Lave bem as espigas de milho e remova os grãos, separando-os dos carolos. Você pode usar um descaroçador de milho ou simplesmente cortar os grãos com uma faca.
2. Coloque os carolos em uma panela e cubra com água suficiente para cobri-los completamente.
3. Leve a panela ao fogo médio-alto e deixe ferver. Em seguida, diminua o fogo para médio-baixo e deixe cozinhar os carolos por cerca de 30-40 minutos, mexendo ocasionalmente. O tempo de cozimento pode variar, então verifique se os carolos estão macios o suficiente.
4. Quando os carolos estiverem macios, desligue o fogo e deixe a mistura esfriar um pouco.
5. Com o auxílio de um liquidificador ou robot de cozinha, bata os carolos cozidos com um pouco da água da cozedura até obter uma consistência cremosa. Adicione o leite de coco ,e as especiarias (cardamomo; anis; poejo e baunilha) se necessário, para atingir a consistência desejada.
6. Se desejar, adicione açúcar ou mel e a canela a gosto para adoçar a papa de carolo.
7. Transfira a papa de carolo para uma tigela ou prato de servir e está pronta para ser saboreada!
A papa de carolo pode ser consumida quente ou fria, como uma sobremesa ou lanche. É uma ótima opção para aproveitar integralmente o milho e experimentar um sabor diferente e reconfortante. Espero que goste desta delícia beira com toque dos Navegadores♡!
[Foto tirada da net]
quinta-feira, 1 de abril de 2021
Ensopado de borrego - Idanha-a-Nova
Piedade, piedade popular
Os cantos alimentam a alma como se de alimentos se tratasse. Nestas terras entranhadas estão as primitivas religiões, de longe nos séculos, que se fazem perdurar nas vozes das mulheres.
Os nossos antepassados rogavam as almas pela germinação e fecundação das suas sementes, terminado o Inverno. Cultos pagãos que nos fazem viajar na história. A Alta Idade Média oferece-nos a tradição dos dias de hoje, onde o culto aos mortos é celebrado pedindo a intercessão de Deus a favor das almas sujeitas a penas do purgatório, de forma a alcançarem o céu.
A encomendação das almas é um dos cantos de piedade popular, genuíno e português, e segundo Catana (2005) não conhecemos nenhum outro povo que o cante.
Durante a Quaresma, altura do renascer das plantas, pequenos grupos de homens e mulheres do mundo rural unem-se e continuam no alto das povoações da Raia Beirã a dar vida aos cantos de piedade, a “Encomendação (Amentar) as almas”.
Mesmo que outrora tenham migrado para Lisboa ou outras localidades em busca de pão, a população quando volta reata com desejo a tradição e mantém o canto popular acordado desde a Idade Média. Às sextas-feiras da Quaresma, até mesmo na Semana Santa a Encomendação sai às ruas, quebrando o silêncio da noite, para que possa ser ouvido nas dezasseis freguesias do concelho.
A piedade soa em vozes de mulheres entre o som do sino, tornando inquieto o sono da aldeia. Uma emoção que sufoca de amor a alma e o coração e “Ele” escuta-as lá no alto, e ao mistério, para afastar o medo. Hoje chamam-lhe Eco.
Fig 6 - Encomendação das almas Ladoeiro (registo pessoal).
Na Páscoa, revivendo a mensagem de “Desejo e Perfume- Folar de Idanha a Nova ” deste blogue, mata-se o borrego, tradição que vem de longe, dos costumes religiosos assentes no cristianismo e no judaísmo, sendo o animal o símbolo da libertação. Ainda nos dias de hoje, como refere Longo (2013), a Rota da Pastorícia centrada nesta região tem grande importância em Idanha a Nova.
Ensopado de borrego - Limpe o borrego de gorduras e corte-o em pedaços. Faça um refogado com cebola, alhos picados e 2 dl de azeite. Deixe bringir um pouco e adicione o tomate pelado picado, o colorau, as folhas de louro, o piri-piri e a carne. Envolva tudo, regue com o vinho tinto e com o branco e tempere com sal a gosto. Tape o tacho e deixe cozinhar durante uma a duas horas, dependendo do tamanho (idade) do borrego.
O amor partilhado têm mais amor!
Trabalho académico Mestrado Historia da Alimentação- Gastronomia Maria Caldeira de Sousa U. Coimbra 2019/2020
sábado, 6 de março de 2021
Sopa de Feijão do Rosmaninhal
Rosmaninhal - onde dogmas são transmitidos de geração em geração influenciando a passagem periódica de rebanhos da Serra da Estrela e das varas de porcos vindos do Alentejo. Marcada região de Idanha a Nova e quase deserta nos dias de hoje podemos assistir em silencio a beleza do parque Natural do Tejo internacional, avistando aves e veados. A sua envolvencia é entre as gentes das Cegonhas, Couto Dos Correias e Soalheira. Fora Vila em 1510 a 1836, hoje quase despovoada mas com muito cheiro a tradição.
Podia falar do cordeiro e do queijo que marca esta Aldeia com grande requinte, mas não.
Trago-vos a sopa de feijão, tão rude como o rosmaninhos que percorrem os caminhos e a pureza de quem lá vive.
Junto de gentes antigas que tive o prazer de conversar, para cozinhar esta sopa devemos usar o feijão redondo (muito usual nesta Beira interior raiana) dizem que fica com o " molho mais grosso" [caldo consistente].
Demolhar o feijão em água fria de um dia para outro.
Depois de lavado em água corrente, leva-se ao lume em bastante água "bastante, mesmo!" juntamente com cebola bem picadinha, alho picado, louro, um fio de azeite, e metade de um pimento verde também picadinho. Em lume lento vai cozendo com as conversas de avental enquanto se lasca bem fino o pão artesanal do Rosmaninhal.
Depois de bem cozidinho, vem o sabor da memória acrescentado pelo poejo verde e o sal que lhe ajuda a alma, e em lume ainda mais brando ferve uns minutos, a terminar serve-se em prato individual o caldo de feijão sobre as lascas de pão.
Simples e cheio de identidade, o conforto no Rosmaninhal que deixo muito para contar.
Sejam felizes comensais...
sexta-feira, 22 de janeiro de 2021
Bolo de cenoura
Inspirada na origem geográfica Judaica, apresento-vos o meu Bolo de cenoura em entrega á Aldeia Histórica de Belmonte a mais judaica das gémeas 12.
A culinária judaica é uma das mais saborosas e tradicionais que se têm registo, no entanto, pouco se modificou no decorrer de séculos de história em sua formação cultural. Originalmente, essa cozinha enfatizava os sete elementos bíblicos citados no Deuteronómio: a cevada, o trigo, a azeitona, o figo, a romã, a tâmara e as ervas. E há alguns milênios atrás, as comidas eram rústicas, elaboradas pelas mãos de camponesas judias, que foram transmitindo as receitas oralmente para suas filhas, como uma das formas de manter a identidade e a união de um povo escolhido.
Optei pela religião na escolha de receituário gastronómico, pois a culinária reflete história, hábitos e costumes de seus comensais. Quando pensamos na comida judaica, que se adaptou às necessidades de seu povo no decorrer da história entendemos a veracidade de ambas.
Quando os romanos expulsaram os judeus da Palestina, no século I d.C., estes últimos se dispersaram por muitos lugares do mundo e tiveram que se adaptar às diferentes formas de vida da diáspora. Assim, eles adquiriram novos hábitos alimentares e passaram a utilizar os ingredientes que estavam disponíveis. Os seus pratos incorporaram vários temperos, ervas e especiarias nativas, que eram cultivadas em função do solo, da temperatura, do clima e dos hábitos das diversas regiões. A culinária judaica é marcada por tradições e princípios religiosos. Os judeus, quando foram expulsos de sua terra, procuraram adaptar seus hábitos alimentares às matérias-primas e costumes de cada uma das regiões por onde passaram.
O "haruatboker" (pequeno Almoço), uma refeição farta, fica então assinalado pelo Bolo de Cenoura.
Para o recheio e a cobertura
225 g de manteiga sem sal
110 g de açúcar de confeiteiro
300 g de creme de queijo mascarpone
10 ml de sumo de limão
1/2 colher (sopa) de essência de baunilha
Para a massa
190 g de farinha de trigo
3/4 de colher (chá) de fermento químico
3/4 de colher (chá) de bicarbonato de sódio
3/4 de colher (chá) de sal
4 ovos
80 g de mel
1 1/2 colher (chá) de canela em pó
250 g de cenoura ralada
90 g de nozes picadas
Raspas de 1 limão
Manteiga para untar
Prepare o recheio
Na batedeira, bata a manteiga e o açúcar usando o batedor espátula até que a mistura fique cremosa e branquinha. Acrescente o creme de queijo mascarpone e misture bem. Junte o sumo de limão e a baunilha. Leve ao frio por cerca de uma hora antes de montar o bolo.
A massa
Prepare a massa numa uma tigela, peneire a farinha, o fermento, o bicarbonato, o sal e a canela. Reserve. Na batedeira, bata os ovos com o mel por sete minutos ou até que a mistura dobre de volume. Despeje o óleo aos poucos, batendo sempre, até que esteja bem incorporado aos outros ingredientes. Com uma espátula, misture aos poucos os ingredientes secos. Junte a cenoura, as nozes e as raspas de limão. Numa forma untada com manteiga com sal e polvilhada com farinha, leve a massa ao forno pré aquecido a 180°C por 40 minutos ou até que, ao espetar um palito no centro da massa, ele saia limpo. Retire do forno, espere arrefecer e desenforme. Com uma faca de pão, corte o bolo ao meio na horizontal, com cuidado, obtendo dois discos. Recheie com parte da mistura de creme de queijo mascarpone e cubra todo o bolo com o restante do creme, espalhando com uma espátula.
Divirta-se!
sábado, 19 de dezembro de 2020
Rabanadas de Natal
[esta sou eu na minha pagina facebookiana]
O bicho a viver os luxos de natal ao Lanche ♡
Ele não morre mas eu tb não ♡
Rabanadas e fios de ovo feito pela covidiana mais velha cá de casa, ainda com muitos sintomas mas forte como o aço ♡♡♡
500ml de leite de amêndoa( ou de vaca)
Casca de limão
Vagem de baunilha
Pau de canela
Açúcar de coco bio ( ou convencional)
1ovo
2 gemas
Pão de ontem
Óleo vegetal
Canela em pó
Leva ao lume o leite com a casca de limão, a baunilha, a canela e o açúcar, até aquecer bem sem ferver. Bate o ovo com as gemas e mistura ao leite. Ensopa o pão, já cortado em fatias.
Frita em óleo bem quente, retira o excesso de óleo em papel borrão. Por fim passa por canela e açúcar.
Bom apetite no pequeno almoço de Natal.
Fios de ovos
Calda de açúcar sem ponto, eu coloco poejo para "aromar ♡ com a terra" 6 gemas batitas ( dose pequena para 3 pessoas). Funil de ovos na mão e tabuleiro com gelo na bancada.
Deixar correr as gemas pelo funil de ovos na calda fervente, separar com garfo e colocar sobre o gelo. No fim arrefecer a calda e deitar um pouquinho sobre os fios de ovos para reservar sem secar.
quinta-feira, 10 de dezembro de 2020
Flan de Canterellus e Macaron de Trompetas e Doce de Leite (Mário Rui Ramos)
Nada do que se quer fazer e se vê como insólito, o é...
Ser especial é conseguir criar uma linha no tempo e sem deixar perder a identidade, almejar o sabor dentro do gene. Mostrar á memória o passado dentro do conforto do presente. A pureza e impureza podem ser rastreadas, até certo ponto, por um estudo de consumo padrões de alimentação e predileções."Nenhum outro alimento suscitou mais curiosidade, fascínio, paixão e até medo do que os cogumelos silvestres."
Modesto e Baptista-Ferreira (2010: 25)
Tenho o prazer de partilhar conhecimento, técnicas e ingredientes com um cozinheiro de coração grande, pai de família e apaixonado pela sua alma gémea Raquel Ramos, também ela Chef.
Chef Mário Rui Ramos, nascido em Lisboa no ano de 1980 sob o signo de peixes, migrante de Sintra para Idanha-a-Nova, Professor e douto em micologia. Um menino a ocupar lugar de grandes, protegendo-se na arrogância, máscara que largou com a maturidade, e deu lugar ao humor e boa disposição. No seu caminho de empreendedor, resolve a cozinha com sustentabilidade utilizando os recursos naturais da natureza como padrão, elevando os sabores de neofóbicos a perfeitos apaixonados gastronómicos!
Sigo o trabalho de Mário, curiosa pelo conhecimento do mundo "cogumelo" .
Vamos lá então:
O Mário diz que Limpeza "a seco", sempre que possível. A água é o maior inimigo e a estrutura do cogumelo é muito absorvente, refere também a separação de juvenis e maduros. Entre quilómetros que fazemos as nossas conversas vagueiam entre tempos de cozedura e texturas diferentes (entre outros), adianta também que a confeção rápida e em lume forte (há exceções - eliminação de toxinas) preserva-se o sabor/ aroma, textura e volume. [ Isto de se ter um Docente a conduzir, permite que consigamos visualizar o prato, e sentir os cheiros! ] Nesta viagem de confeção demorada e suave volatilizamos aromas, surgem sabores desagradáveis (amargos) e endurecem cogumelos com tanta conversa e gargalhada.
O principal é não perder sabor/aroma, textura e volume, ou seja, IDENTIDADE.
Após várias conversas entre caminhos, conseguimos concluir que a melhor forma para boa conservação é refrigerados (2 ou 3 dias), congelados (em cru ou confecionado), desidratados (40 e 65%, 6/8 horas), em azeite (depois de bringidos) e por fim em vinagre (depois de bringidos),salmoura e esterilização.
quarta-feira, 2 de dezembro de 2020
(Re) pizza
Podia comer-se somente com azeitonas, como gosto tanto...
Num pequeno monte (quase imaculado por proximidade) feito de pedras e oliveiras conheci uma mãe, nascida sobre o signo de leão, em data especial para mim, 15 de Agosto. Uma mulher conhecedora do mundo, mãe de dois filhos e douta de dedicação familiar. Jamais pensaria escrever sobre esta Mãe se não me tivesse acrescentado conhecimento na vida.
Clarisse, manipulava os alimentos na sua cozinha de campo, um ritual, no Inverno acender pela manhã na antiga lareira e de alpendre. O bacalhau já demolhado de véspera esperava as brasas para ser assado. Antes já a panela fervia com o feijão branco em água, cebola, louro, alho e sal. A broa de milho (a melhor que já comi até aos dias de hoje, Padaria Santo António) desfeita em pequenas migalhas quase cirúrgicas, recordo as suas mãos, pequenas e ligeiras!








