segunda-feira, 25 de maio de 2026

Patina com romã - idanha-a-velha

 Um banquete especial numa aldeia que defendo”, esta criação parte da "patina de , preparação muito presente no imaginário culinário da Roma Antiga, associada a pratos cozinhados em recipiente baixo, entre o creme, o gratinado e a composição de mesa. A partir desse gesto antigo, a receita transforma-se numa leitura contemporânea e cronotópica, onde o tempo romano se cruza com o território da aldeia, da Beira Baixa e da memória alimentar que se pretende preservar.


A romã, fruto de forte presença simbólica no mundo antigo, surge aqui como sinal de fertilidade, abundância, renovação e pertença. Os seus bagos vermelhos funcionam como pequenos rubis alimentares, marcando o prato com uma linguagem quase ritual. Na leitura de heráldica gastronómica, o barro assume-se como campo ou escudo; o creme branco representa a base de pureza e continuidade; a romã inscreve a vitalidade e a descendência; e os fios amarelos evocam luz, ouro, celebração e permanência. O prato torna-se, assim, um brasão comestível: não apenas alimento, mas emblema de uma aldeia, de uma história e de uma defesa cultural.


Esta receita integra o receituário de autor desenvolvido no âmbito do trabalho e projecto de Mestrado da chefe Maria Caldeira de Sousa, Embaixatriz Gastronómica da Beira Baixa pelo Turismo de Portugal Centro, valorizando a investigação, a criação culinária e a interpretação contemporânea do património histórico. No âmbito do projecto apoiado pelo

 Programa Promove da Fundação “la Caixa”, em colaboração com o BPI e com a Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT), esta proposta afirma a gastronomia como instrumento de identidade, conhecimento, território e futuro.



#Promove #Fundacaolacaixa #BancoBPI

FASCINUM em idanha-a-Velha - la caixa

 Na Roma Antiga, os "phalloi" representações do falo, muitas vezes chamadas em latim "fascinum" não eram vistos apenas como imagens obscenas ou cómicas. Tinham sobretudo uma função apotropaica , isto é, serviam para afastar o mal, a inveja e o chamado “mau-olhado”. Por isso, apareciam em amuletos usados por crianças, soldados ou viajantes, mas também esculpidos em paredes, portas, ruas e edifícios, como se observa em Pompeia. Para os Romanos, o falo simbolizava força vital, fertilidade e poder protector; a sua presença, por vezes exagerada ou caricatural, destinava-se a desviar olhares perigosos e a proteger pessoas, casas, lojas e espaços públicos.


Nesta criação, representei esse símbolo numa salada de fava e limão verde, acompanhada por almôndega de coelho e almôndega de pão. A composição transforma um motivo antigo, ligado à protecção e à fertilidade, numa interpretação gastronómica contemporânea, onde a fava mostra a abundância da terra, o limão verde acrescenta frescura e vitalidade, e as almôndegas introduzem uma dimensão mais rústica e ritual, aproximando o prato de uma leitura simbólica da cultura romana.

Aquilo que hoje pode parecer apenas provocador fazia parte de uma linguagem religiosa e mágica comum no quotidiano romano.♡

Um banquete especial numa aldeia que defendo. 


“Apoiado pelo Programa Promove da Fundação “la Caixa”, em colaboração com o BPI e com a Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT)”.


#Promove #Fundacaolacaixa #BancoBPI

 https://www.ancientworldmagazine.com/articles/phallus-evil-eye/ "The phallus and the Evil Eye — Ancient World Magazine"

https://en.wikipedia.org/wiki/Fascinus "Fascinus — Wikipedia"

segunda-feira, 30 de março de 2026

Uma Experiência no Restaurante O Provence


A Arte de Cozinhar com Precisão ♡

Por: Rui Barnabé de Sousa

No coração da cozinha do Restaurante O Provence, a renomada Chefe Maria Caldeira de Sousa orquestra uma sinfonia de sabores com maestria. A sua paixão pela culinária e seu compromisso com a qualidade são evidentes em cada prato que ela cria, e seu laboratório culinário está equipado com o que há de mais moderno em tecnologia para garantir que cada ingrediente alcance seu potencial máximo.

Para a Maria, a precisão é fundamental. E para garantir que suas criações culinárias atinjam a perfeição, confia em equipamentos de alta tecnologia. O forno #Fagor, com sua interface intuitiva e controle de temperatura digital preciso, torna-se um aliado indispensável em suas criações. "A Fagor dá a confiança necessária para criar e inovar, sabendo que a tecnologia está a meu favor com a honra da Traçoinox", afirma a chefe.

O processo de criação de um prato começa com a seleção cuidadosa dos ingredientes. Para este prato, a chefe Maria Caldeira de Sousa escolheu a papada fumada de porco Duroc da DomCasel, uma marca que partilha a sua paixão pela autenticidade e qualidade. "A DomCasel é uma marca que eu respeito profundamente. Sua papada fumada é autêntica e traz uma profundidade de sabor única ao meu folar", explica.

O prato que preparou para esta reportagem é um folar da papada fumada de porco Duroc da DomCasel, um clássico da culinária portuguesa reinterpretado com um toque pessoal. A base do folar é uma massa rica e fofa, preparada com farinha de trigo de alta qualidade, ovos frescos e um toque de canela. O recheio de papada fumada é preparado com a papada da DomCasel, cortada em cubos pequenos e refogada com cebola e alho.

A montagem do folar é um processo meticuloso. Alterna camadas de massa e recheio de papada fumada. O folar é então assado no forno Fagor, até que a massa esteja dourada e o recheio de papada fumada esteja derretido e saboroso.

O resultado é um prato que é A Comunhão de sabor da quaresma. O folar é rico e fofo, com uma profundidade de sabor única. A papada fumada da DomCasel traz um sabor intenso e defumado, que combina perfeitamente com a massa rica e fofa.

O Restaurante O Provence é um lugar onde a culinária é celebrada. É ali que a tradição se encontra com a inovação, e onde a paixão pela comida é evidente em cada prato.

 "O meu objetivo é criar pratos que sejam mais do que apenas comida. Quero que eles sejam uma experiência, um momento de prazer", afirma a chefe.

Foto 1: Forno Fagor

A precisão digital do forno Fagor é fundamental para a criação de pratos com sabor e textura perfeitos. O controle de temperatura preciso garante que cada ingrediente seja cozido na perfeição. 

 Foto 2: Folar em Preparação

O folar em preparação, com suas camadas de massa rica e fofa, recheio de papada fumada da DomCasel e o toque de canela, é uma obra de arte culinária. A atenção aos detalhes é evidente em cada camada.

Foto 3: o Folar da papada fumada

O folar pronto, com sua crosta dourada e o aroma delicioso de papada fumada e canela, é uma tentação para os sentidos. O aroma delicioso do folar a assarno forno Fagor invade o ar, desperta o apetite.


quinta-feira, 15 de janeiro de 2026

Afecto póstumo

 Para o Paulo Martins, o homem dos pombos que se deixou enganar pelo tempo. 


Ele interpretava as minhas receitas como ninguém. Sabia exatamente onde faltava um pouco de sal ou onde sobrava dedicação. Perdi um  amigo, mas o sabor de tudo o que vivemos juntos ficará para sempre gravado em mim. Que o teu descanso seja tão doce quanto as receitas que te partilhei.

Até um dia, querido Paulo. Quando nos encontrarmos sei que vou ouvir novamente "Mãos sagradas" .

Sempre que Vagos me chamar sei que tu estás lá, a dancar com as ondas e a cozinhar com a  malta!