Na Roma Antiga, os "phalloi" representações do falo, muitas vezes chamadas em latim "fascinum" não eram vistos apenas como imagens obscenas ou cómicas. Tinham sobretudo uma função apotropaica , isto é, serviam para afastar o mal, a inveja e o chamado “mau-olhado”. Por isso, apareciam em amuletos usados por crianças, soldados ou viajantes, mas também esculpidos em paredes, portas, ruas e edifícios, como se observa em Pompeia. Para os Romanos, o falo simbolizava força vital, fertilidade e poder protector; a sua presença, por vezes exagerada ou caricatural, destinava-se a desviar olhares perigosos e a proteger pessoas, casas, lojas e espaços públicos.
Nesta criação, representei esse símbolo numa salada de fava e limão verde, acompanhada por almôndega de coelho e almôndega de pão. A composição transforma um motivo antigo, ligado à protecção e à fertilidade, numa interpretação gastronómica contemporânea, onde a fava mostra a abundância da terra, o limão verde acrescenta frescura e vitalidade, e as almôndegas introduzem uma dimensão mais rústica e ritual, aproximando o prato de uma leitura simbólica da cultura romana.
Aquilo que hoje pode parecer apenas provocador fazia parte de uma linguagem religiosa e mágica comum no quotidiano romano.♡
Um banquete especial numa aldeia que defendo.
“Apoiado pelo Programa Promove da Fundação “la Caixa”, em colaboração com o BPI e com a Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT)”.
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https://www.ancientworldmagazine.com/articles/phallus-evil-eye/ "The phallus and the Evil Eye — Ancient World Magazine"
https://en.wikipedia.org/wiki/Fascinus "Fascinus — Wikipedia"

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