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sábado, 6 de março de 2021

Sopa de Feijão do Rosmaninhal



Rosmaninhal - onde dogmas são transmitidos de geração em geração influenciando a passagem periódica de rebanhos da Serra da Estrela e das varas de porcos vindos do Alentejo. Marcada região de Idanha a Nova e quase deserta nos dias de hoje podemos assistir em silencio a beleza do parque Natural do Tejo internacional, avistando aves e veados. A sua envolvencia é entre as gentes das Cegonhas, Couto Dos Correias e Soalheira. Fora Vila em 1510 a 1836, hoje quase despovoada mas com muito cheiro a tradição.


Podia falar do cordeiro e do queijo que marca esta Aldeia com grande requinte, mas não.

Trago-vos a sopa de feijão, tão rude como o rosmaninhos que percorrem os caminhos e a pureza de quem lá vive.

Junto de gentes antigas que tive o prazer de conversar, para cozinhar esta  sopa devemos usar o feijão  redondo (muito usual nesta Beira interior raiana)  dizem que fica com o " molho mais grosso" [caldo consistente].  

Demolhar o feijão em água fria de um dia para outro.

 Depois de lavado em água corrente, leva-se ao lume em bastante  água "bastante, mesmo!" juntamente com cebola bem picadinha, alho picado, louro, um fio de azeite, e  metade de um pimento verde também picadinho.  Em lume  lento vai cozendo com as conversas de avental enquanto se lasca bem fino o pão artesanal do Rosmaninhal. 

Depois de bem cozidinho, vem o sabor da memória acrescentado pelo poejo verde e o sal que lhe ajuda a alma, e em lume ainda mais brando  ferve uns minutos, a terminar serve-se em prato individual o caldo de feijão sobre as lascas de pão.

Simples e cheio de identidade, o conforto no Rosmaninhal que deixo muito para contar.

 Sejam felizes comensais...


sexta-feira, 22 de janeiro de 2021

Bolo de cenoura

Inspirada na origem geográfica Judaica, apresento-vos o meu Bolo de cenoura em entrega á Aldeia Histórica de Belmonte a mais judaica das gémeas 12.

A culinária judaica é uma das mais saborosas e tradicionais que se têm registo, no entanto, pouco se modificou no decorrer de séculos de história em sua formação cultural. Originalmente, essa cozinha enfatizava os sete elementos bíblicos citados no Deuteronómio: a cevada, o trigo, a azeitona, o figo, a romã, a tâmara e as ervas. E há alguns milênios atrás, as comidas eram rústicas, elaboradas pelas mãos de camponesas judias, que foram transmitindo as receitas oralmente para suas filhas, como uma das formas de manter a identidade e a união de um povo escolhido.

Optei pela religião na escolha de receituário gastronómico, pois a culinária reflete história, hábitos e costumes de seus comensais. Quando pensamos na comida judaica, que se adaptou às necessidades de seu povo no decorrer da história entendemos a veracidade de ambas.

Quando os romanos expulsaram os judeus da Palestina, no século I d.C., estes últimos se dispersaram por muitos lugares do mundo e tiveram que se adaptar às diferentes formas de vida da diáspora. Assim, eles adquiriram novos hábitos alimentares e passaram a utilizar os ingredientes que estavam disponíveis. Os seus pratos incorporaram vários temperos, ervas e especiarias nativas, que eram cultivadas em função do solo, da temperatura, do clima e dos hábitos das diversas regiões. A culinária judaica é marcada por tradições e princípios religiosos. Os judeus, quando foram expulsos de sua terra, procuraram adaptar seus hábitos alimentares às matérias-primas e costumes de cada uma das regiões por onde passaram. 

O "haruatboker" (pequeno Almoço), uma refeição farta, fica então assinalado pelo Bolo de Cenoura.




Para o recheio e a cobertura

  225 g de manteiga sem sal

  110 g de açúcar de confeiteiro

  300 g de  creme de queijo mascarpone

  10 ml de sumo de limão 

  1/2 colher (sopa) de essência de baunilha



Para a massa

  190 g de farinha de trigo

   3/4 de colher (chá) de fermento químico 

 3/4 de colher (chá) de bicarbonato de sódio 

  3/4 de colher (chá) de sal

4 ovos

80 g de mel 

 1 1/2 colher (chá) de canela em pó 

 250 g de cenoura ralada 

 90 g de nozes picadas 

  Raspas de 1 limão 

 Manteiga para untar 


Prepare o recheio

Na batedeira, bata a manteiga e o açúcar usando o batedor espátula até que a mistura fique cremosa e branquinha. Acrescente o creme de queijo mascarpone e misture bem. Junte o sumo de limão e a baunilha. Leve ao frio por cerca de uma hora antes de montar o bolo.

A massa

Prepare a massa numa uma tigela, peneire a farinha, o fermento, o bicarbonato, o sal e a canela. Reserve. Na batedeira, bata os ovos com o mel por sete minutos ou até que a mistura dobre de volume. Despeje o óleo aos poucos, batendo sempre, até que esteja bem incorporado aos outros ingredientes. Com uma espátula, misture aos poucos os ingredientes secos. Junte a cenoura, as nozes e as raspas de limão. Numa forma untada com manteiga com sal e polvilhada com farinha, leve a massa ao forno pré aquecido a 180°C por 40 minutos ou até que, ao espetar um palito no centro da massa, ele saia limpo. Retire do forno, espere arrefecer e desenforme. Com uma faca de pão, corte o bolo ao meio na horizontal, com cuidado, obtendo dois discos. Recheie com parte da mistura de creme de queijo mascarpone e cubra todo o bolo com o restante do creme, espalhando com uma espátula. 


Divirta-se!





 













domingo, 22 de novembro de 2020

Café biológico Slow cooking

Abrandar com a espera pelo café perfeito ♡
O cheiro a Natal quando estamos em casa, os restos do pão transformados em amor.