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sábado, 9 de setembro de 2023

Papas de carolo - Beira interior

 O milho é um dos alimentos mais consumidos e cultivados em todo o mundo. É uma planta gramínea originária da América Central e foi domesticada há milhares de anos pelos povos indígenas. Existem várias variedades de milho, cada uma com suas próprias características e usos culinários.

Aparece-nos este grão pelos descobrimentos, no final do século XV, por meio dos espanhóis que trouxeram diversas variedades de milho da América do Sul e Central. O milho rapidamente se tornou um alimento popular na Europa e  espalha-se por todo o continente, como cultivo em diversas regiões. Hoje, o milho é um dos bagos mais importantes do mundo e é amplamente cultivado em todos os continentes.

O milho é apreciado por seu sabor doce e textura macia. Pode ser consumido de várias maneiras diferentes. Um modo popular de preparar é cozinhá-lo e servi-lo como uma espiga, muitas vezes com manteiga derretida e temperos. O milho também é usado como ingrediente em diversas receitas, como saladas, sopas, tortilhas, tacos, pães e bolos.

Além de ser delicioso, o milho também é uma fonte de nutrientes importantes. É rico em fibras, vitaminas (como vitamina A, vitamina B e vitamina C) e minerais (como magnésio e potássio). Esses nutrientes são essenciais para a saúde geral do corpo, ajudando no funcionamento adequado do sistema digestivo, fortalecimento do sistema imunológico e manutenção da saúde ocular.

O milho pode ser encontrado fresco, enlatado ou congelado em supermercados durante todo o ano. Ao escolher o milho fresco, escolha as espigas com casca brilhante e grãos firmes e suculentos. Evite espigas com casca murcha ou grãos descoloridos.

Em modo  geral, o milho é um alimento versátil, saboroso e nutritivo que pode ser desfrutado de várias formas. Experimente diferentes receitas e descubra as várias maneiras de aproveitar o sabor e os benefícios do milho na sua alimentação.

Em Portugal, na região da Beira Interior, o milho geralmente aparece durante a época do verão e outono,  é nesta altura que começo a servir aos meus comensais. As sementes de milho são plantadas na primavera e, ao longo dos meses seguintes, as espigas vão crescendo até estarem prontas para serem colhidas.

O momento exato em que o milho está pronto para ser colhido pode variar um pouco, pois depende do tipo de milho plantado e das condições climáticas. No entanto, geralmente, as espigas de milho estão maduras e prontas para a colheita entre os meses de agosto e outubro.

Depois de colhido, o milho pode ser utilizado de diversas formas na culinária portuguesa, como na preparação de broa de milho, canjica, cuscuz,milhos doces ou salgados, assinalado como uma iguaria típica de cada região.










A papa de carolo é bem reconhecida no nosso território é uma preparação tradicional feita com o carolo de milho, que são os grãos inteiros que ficam presos na espiga após retirar os grãos. É uma receita bastante comum, é considerada uma iguaria por seu sabor único.

Considero muito especial a papa de carolo, vamos precisar dos seguintes ingredientes para a construir sob o meu cunho pessoal:


- Carolo de 4-5 espigas de milho (pode optar por farinha moida seŕa uma chávena)

- Água/ leite de coco

-especiarias várias 

-amêndoas, passas 

- 2 gemas de ovo

- Sal (opcional)

- Açúcar /mel(opcional)


Aqui está o passo a passo para preparar a papa de carolo:

1. Lave bem as espigas de milho e remova os grãos, separando-os dos carolos. Você pode usar um descaroçador de milho ou simplesmente cortar os grãos com uma faca.

2. Coloque os carolos em uma panela e cubra com água suficiente para cobri-los completamente.

3. Leve a panela ao fogo médio-alto e deixe ferver. Em seguida, diminua o fogo para médio-baixo e deixe cozinhar os carolos por cerca de 30-40 minutos, mexendo ocasionalmente. O tempo de cozimento pode variar, então verifique se os carolos estão macios o suficiente.

4. Quando os carolos estiverem macios, desligue o fogo e deixe a mistura esfriar um pouco.

5. Com o auxílio de um liquidificador ou robot de cozinha, bata os carolos cozidos com um pouco da água da cozedura até obter uma consistência cremosa. Adicione o leite de coco ,e  as especiarias (cardamomo; anis; poejo e baunilha) se necessário, para atingir a consistência desejada.

6. Se desejar, adicione açúcar ou mel e a canela a gosto para adoçar a papa de carolo.

7. Transfira a papa de carolo para uma tigela ou prato de servir e está pronta para ser saboreada!

A papa de carolo pode ser consumida quente ou fria, como uma sobremesa ou lanche. É uma ótima opção para aproveitar integralmente o milho e experimentar um sabor diferente e reconfortante. Espero que goste desta delícia beira com toque dos Navegadores♡!


[Foto tirada da net]



sexta-feira, 8 de setembro de 2023

Cópia de receituário


"Ninguém sabe quem sou eu

[...]Na imitação da vida

Ninguém me vai superar"


A cópia de trabalhos ou projetos de outras pessoas sem permissão é uma violação dos direitos autorais e da ética profissional. Além disso, os chefes de cozinha dedicam tempo e esforço para desenvolver suas próprias criações culinárias, ou forma de gestão dos seus espaços e é importante respeitar sua propriedade intelectual. Para quem está interessado em seguir uma carreira na culinária, ou de gestão é de recomendar que desenvolva as próprias habilidades culinárias, que experimente diferentes ingredientes e técnicas, e crie as próprias receitas, a singularidade faz de si único. 

                       Sócrates -a verdade


A originalidade e a criatividade são valores na gastronomia, e os chefes de cozinha são reconhecidos pela capacidade de inovar e trazer novos sabores e conceitos para a culinária. Quando se mostra interessado em aprender com chefes de cozinha renomados, existem várias opções disponíveis, como participar de cursos de culinária, assistir a programas de culinária na televisão, ler livros de receitas [o que mais gosto] ou até mesmo fazer estágios em restaurantes ou mesmo com a Associação de cozinheiros. Essas experiências podem ajudar a desenvolver habilidades e conhecimentos culinários com ética e respeitosa. Acrescente sempre à sua receita ou prato, a inspiração ou a fonte que utilizou garantidamente é um ponto positivo para quem degustar.

O respeito pelo trabalho de outros não deve ser tido como falta de moda. Mas sim a valorização de nós mesmos.


Chefe Maria Caldeira de Sousa

Agosto 2023

sexta-feira, 22 de janeiro de 2021

Bolo de cenoura

Inspirada na origem geográfica Judaica, apresento-vos o meu Bolo de cenoura em entrega á Aldeia Histórica de Belmonte a mais judaica das gémeas 12.

A culinária judaica é uma das mais saborosas e tradicionais que se têm registo, no entanto, pouco se modificou no decorrer de séculos de história em sua formação cultural. Originalmente, essa cozinha enfatizava os sete elementos bíblicos citados no Deuteronómio: a cevada, o trigo, a azeitona, o figo, a romã, a tâmara e as ervas. E há alguns milênios atrás, as comidas eram rústicas, elaboradas pelas mãos de camponesas judias, que foram transmitindo as receitas oralmente para suas filhas, como uma das formas de manter a identidade e a união de um povo escolhido.

Optei pela religião na escolha de receituário gastronómico, pois a culinária reflete história, hábitos e costumes de seus comensais. Quando pensamos na comida judaica, que se adaptou às necessidades de seu povo no decorrer da história entendemos a veracidade de ambas.

Quando os romanos expulsaram os judeus da Palestina, no século I d.C., estes últimos se dispersaram por muitos lugares do mundo e tiveram que se adaptar às diferentes formas de vida da diáspora. Assim, eles adquiriram novos hábitos alimentares e passaram a utilizar os ingredientes que estavam disponíveis. Os seus pratos incorporaram vários temperos, ervas e especiarias nativas, que eram cultivadas em função do solo, da temperatura, do clima e dos hábitos das diversas regiões. A culinária judaica é marcada por tradições e princípios religiosos. Os judeus, quando foram expulsos de sua terra, procuraram adaptar seus hábitos alimentares às matérias-primas e costumes de cada uma das regiões por onde passaram. 

O "haruatboker" (pequeno Almoço), uma refeição farta, fica então assinalado pelo Bolo de Cenoura.




Para o recheio e a cobertura

  225 g de manteiga sem sal

  110 g de açúcar de confeiteiro

  300 g de  creme de queijo mascarpone

  10 ml de sumo de limão 

  1/2 colher (sopa) de essência de baunilha



Para a massa

  190 g de farinha de trigo

   3/4 de colher (chá) de fermento químico 

 3/4 de colher (chá) de bicarbonato de sódio 

  3/4 de colher (chá) de sal

4 ovos

80 g de mel 

 1 1/2 colher (chá) de canela em pó 

 250 g de cenoura ralada 

 90 g de nozes picadas 

  Raspas de 1 limão 

 Manteiga para untar 


Prepare o recheio

Na batedeira, bata a manteiga e o açúcar usando o batedor espátula até que a mistura fique cremosa e branquinha. Acrescente o creme de queijo mascarpone e misture bem. Junte o sumo de limão e a baunilha. Leve ao frio por cerca de uma hora antes de montar o bolo.

A massa

Prepare a massa numa uma tigela, peneire a farinha, o fermento, o bicarbonato, o sal e a canela. Reserve. Na batedeira, bata os ovos com o mel por sete minutos ou até que a mistura dobre de volume. Despeje o óleo aos poucos, batendo sempre, até que esteja bem incorporado aos outros ingredientes. Com uma espátula, misture aos poucos os ingredientes secos. Junte a cenoura, as nozes e as raspas de limão. Numa forma untada com manteiga com sal e polvilhada com farinha, leve a massa ao forno pré aquecido a 180°C por 40 minutos ou até que, ao espetar um palito no centro da massa, ele saia limpo. Retire do forno, espere arrefecer e desenforme. Com uma faca de pão, corte o bolo ao meio na horizontal, com cuidado, obtendo dois discos. Recheie com parte da mistura de creme de queijo mascarpone e cubra todo o bolo com o restante do creme, espalhando com uma espátula. 


Divirta-se!





 













sábado, 19 de dezembro de 2020

Rabanadas de Natal


[esta sou eu na minha pagina facebookiana]

 O bicho a viver os luxos de natal ao Lanche ♡


Ele não morre mas eu tb não ♡

Rabanadas e fios de ovo feito pela covidiana mais velha cá de casa, ainda com muitos sintomas mas forte como o aço ♡♡♡

500ml de leite de amêndoa( ou de vaca)
Casca de limão
Vagem de baunilha
Pau de canela
Açúcar de coco bio ( ou convencional)
1ovo
2 gemas
Pão de ontem
Óleo vegetal
Canela em pó

Leva ao lume o leite com a casca de limão, a baunilha, a canela e o açúcar, até aquecer bem sem ferver. Bate o ovo com as gemas e mistura ao leite. Ensopa o pão, já cortado em fatias.
Frita em óleo bem quente, retira o excesso de óleo em papel borrão. Por fim passa por canela e açúcar.
Bom apetite no pequeno almoço de Natal.

Fios de ovos

Calda de açúcar sem ponto, eu coloco poejo para "aromar ♡ com a terra" 6 gemas batitas ( dose pequena para 3 pessoas). Funil de ovos na mão e tabuleiro com gelo na bancada.
Deixar correr as gemas pelo funil de ovos na calda fervente, separar com garfo e colocar sobre o gelo. No fim arrefecer a calda e deitar um pouquinho sobre os fios de ovos para reservar sem secar.

♥️🦄 Natal

quarta-feira, 2 de dezembro de 2020

(Re) pizza



 Podia comer-se somente com azeitonas, como gosto tanto...

Num pequeno monte (quase imaculado por proximidade) feito de pedras e oliveiras conheci uma mãe, nascida sobre o signo de leão, em data especial para mim, 15 de Agosto. Uma mulher conhecedora do mundo, mãe de dois filhos e douta de dedicação familiar. Jamais pensaria escrever sobre esta Mãe se não me tivesse acrescentado conhecimento na vida. 

Em 7 anos de aprendizagem com Clarisse Ferreira Calado ( sem autorização de a mencionar, mas não consigo resistir) tive o prazer de vivenciar a vida desta aldeia "Serra de Santo António", apaixonei-me nas pedras e pelas pedras, apaixonei-me pela água que ali não corria, as pessoas que toquei e que ainda hoje passam por mim, tempo de aprender os costumes que hoje servem de tinta nas minhas mãos.
Clarisse, manipulava os alimentos na sua cozinha de campo, um ritual, no Inverno acender pela manhã na antiga lareira e de alpendre. O bacalhau já demolhado de véspera esperava as brasas para ser assado. Antes já a panela fervia com o feijão branco em água, cebola, louro, alho e sal. A broa de milho (a melhor que já comi até aos dias de hoje, Padaria Santo António) desfeita em pequenas migalhas quase cirúrgicas, recordo as suas mãos, pequenas e ligeiras! 
Consigo sentir o cheiro da lenha a aquecer aquele espaço...
A faca ouvia-se na tábua com cortes repetidos para a couve serrana migar e se colocar a cozer, um perfume que inundava qualquer coração. 
A união destes três ingredientes em banho de "oiro do lagar". 
Azeite que jamais esquecerei o sabor, sem acidez num corpo "Serrano" perfeitamente degustado no Lagar da Serra de Santo António, um lagar tradicional, onde tibornas e boas histórias não faltavam na companhia de uns e outros que se faziam aparecer. 
 Repisa, uma miga de 1º classe, onde todos os sabores sabem ao que são. Mais azeite, menos bacalhau e uma mão cheia de azeitonas são os tempero da amizade e do calor da fogueira!

Uma Mãe que não era a minha, uma Serra abençoada por gentes e sabores.

Grata Serranos do meu coração.




segunda-feira, 30 de novembro de 2020

Ovos verdes na Merenda

O reconhecimento que aqui se escreve é, sem dúvida alguma, a relação histórica de várias civilizações
maquilhada pela tradição na partilha do povo. Um apontamento com força suficiente para
chamar a atenção às novas cozinhas e manter a distinção desta cozinha de costumes.

Em Idanha-a-Velha, outrora Civitas Igaeditanorum datada do século I a.C., com uma carga
histórica entre muralhas preservadas até aos dias de hoje, ás suas ruínas dedico-lhes o ovo, alimento que havia em todas as casas. A acompanhá-lo, as ervas das hortas, preparando-o para as merendas de festa:
Ao tratares as tuas galinha tal qual Apício, Marcus Gávio, alimentando-as com o alimento proveniente dos recursos naturais da natureza, terás os melhores ovos do Império.
Escutando Doutorados em Zoo-arqueologia, fico atenta e consciente que nesta Aldeia, Idanha a Velha, já os Romanos comiam ovos com ervas!!! [adoro quando não acrescento, mas sim relembro e registo!!!]

Ovos verdes 

- Para levares na merenda, primeiro tens que te dedicar. Coze seis ovos ao lume por 7 a 8 minutos, arrefece-os em água gelada (para se descascar melhor),descasca e corta-los ao meio, no sentido do comprimento. Com extremo cuidado, retira as gemas cozidas para um prato e esmaga-as com um garfo. Junte sal, pimenta, azeite, vinagre a gosto  [(aqui na zona da raia é por costume "envinagrar" muito)]   e salsa picada. Mistura tudo, retifica os temperos e recheia as metades de claras cozidas com este preparado. Passa-os por farinha, ovo batido e, por fim, pão ralado. 
Frita os ovos verdes em azeite bem quente num mergulho pouco demorado! 
Retira e deixa escorrer.

Quando se pode unir a cozinha de costume com opções de alimentação, recuperamos o maior legado de sempre, os nossos Egrégios avós!

Deliciem-se!









domingo, 29 de novembro de 2020

mente sã...



”...Deve-se pedir em oração que a mente seja sã num corpo são. “

“orandum est ut sit mens sana in corpore sano. “

Poeta Romano Juvenal


[procura as tuas receitas nas pages do nosso Blog]

domingo, 22 de novembro de 2020