domingo, 25 de fevereiro de 2024
destino
sábado, 24 de fevereiro de 2024
Pão de malte e cerveja preta
A minha nova farinha chegou e como gosto de estar em movimento, hoje , depois das compras no mercado coloquei as mãos na massa.
O meu pão é também para todos aqueles que não querem ingerir hidratos de carbono.
Este é bem especial, é de malte e cerveja preta ♡
10g de malte
400g de farinha de centeio moagem grossa
100ml de cerveja preta
Sal
Água morna
Á farinha de centeio junto o malte e a cerveja bem misturados com sal.
Esta massa deve ser bem amassada, pois é hidratação a 90%.
Agora ficamos a aguardar a fermentação.
[O registo da foto é com duas horas de fermentação ♡]
quinta-feira, 22 de fevereiro de 2024
simples... Tomate grelhado
terça-feira, 20 de fevereiro de 2024
Esparguete com favas emporcalhadas

Espero-a bem minha boa amiga confrade .
Uma carta é uma mensagem escrita para uma variedade de propósitos, de amigável a formal. Cartas também são usadas por profissionais de cozinha para partilha de receituário. Sem cópia mas com muita originalidade foi-me proposto começar.
Dar caminho após o melhor acervo registado no nosso país, relembro a nossa grande Maria de Lurdes Modesto.
Hoje trago uma receita familiar e de cariz sustentável com uma "estória de amor" escondida no sabor.
Uma mãe que não era minha recebia no seu sitio num almoço de Abril os filhos e sobrinhos na enorme mesa de cozinha de campo. Salada de alface fresca com cebola e bem envinagrada trazia o cheiro que não consigo esquecer, num repasto quase Queiroziano, marcado na minha vida aquela mãe.
Favas com esparguete ( Serra de Santo António)
As favas depois de bem emporcalhadas, isto é em azeite fritar cebola, alho,cravinho louro e piri-piri, junta a carne de porco ( entrecosto) , o sal e vinho branco qb .
Depois de cozinhadas acrescentar água e esparguete. Cozer al dente. Coentros a gosto.
Divirta-se ♡
quarta-feira, 14 de fevereiro de 2024
A tal, a cabidela
[Escrito a 5 de junho de 2023]
Querida Manuela
Após alguns dias sem escrever, alimento agora a alma com estas pequenas letras para si…
Espero que se encontre bem e que a sua criatividade continue cheia de fome.
Todos os dias abro a porta da minha casa a pessoas que não conheço, mas que me chegam com vontade enorme de se alimentar tanto espiritualmente como de alimento.
Confesso que este meu modelo de receber me eleva a um mundo muito mais cheio de amor que no modelo convencional da restauração. Chamo-lhe o meu “innerfood”.
Tenho conhecido gente extraordinária, que me valorizam e reconhecem.
O Rui com a sua simpatia cativa os comensais com as suas gargalhadas fenomenais, o meu companheiro querido!
A minha comida que os separa da modesta fome e sede, e a região que bem tratada é. Nas palavras deste dois anfitriões descobrem um território tanto na sua parte histórica como agrícola, interpretam as pequenas gralhas que o tempo foi esquecendo de lhes dar ênfase. Vendemos aldeias.
Usamos o nosso conhecimento e vivência para dar letracia ao turismo que nos escolhe!
Ultimamente temos recebido americanos, que nos conhecem de trás para frente, assustador mas tão gratificante!!!
Hoje trago para alimento um Galo do campo bem cozinhado com arroz e muito sangue.
A Cabidela perfeita.
Rachando uma cebola roxa coloco-a ao lume com duas colheres de banha, cravinho, louro e malagueta deixo estrugir. Frito o galo, já cortado em pedaços generosos, muito bem depenado e sem pele e osso. Junto ao alho, uma colherinha de colorau, zimbro, carqueja e o ramo de salsa e, vinho branco de boa qualidade, permito à espera para que cozinhe bem e em lume brando.
Assim que tiver bem cozinhado, cresce 4 copos de caldo e ferve mais uma vez.
Ao ferver, coloco dois copos de um bago de arroz português “Carolino” aguardo que coza moderadamente sem calor demasiado mas com bastante caldo, ao repasto junto em forma generosa o sangue bem avinagrado e permito que engrosse o caldo (7mn), sirvo de imediato com um raminho de salsa por cima e agradeço aos deuses por tanta benção.
E assim me despeço de si, com imenso carinho!
Maria Caldeira De Sousa
terça-feira, 6 de fevereiro de 2024
Alcachofra no status gastronómico do Mediterrâneo
A alcachofra destacou-se como um alimento consumido na Roma antiga. Os romanos acreditavam que a alcachofra possuía propriedades medicinais e a utilizavam principalmente como um digestivo. De sabor único, utilizavam em diversas receitas culinárias, desde saladas, guisados e até mesmo em sobremesas. Esta iguaria era considerada um alimento de luxo, existem registos que nos dizem que foram apreciadas pela elite romana.
Apicius o Gourmand dos tempos romanos no seu registo, a alcachofra é mencionada de variadas formas.
As diferentes maneiras de preparar a alcachofra; cozida, frita ou grelhada e, os seus molhos e temperos são a minha predileção. Considerada uma iguaria refinada e sofisticada na culinária deste IMPÉRIO, como também frequentemente servida em banquetes e festas luxuosas.
Portanto, todo o status que lhe entrego na minha forma de cozinhar é dar continuidade ao alimento de prestígio.
Alcachofras na minha mesa
Partidas em quartos, depois de retirar as partes secas e, entaladas em água fervida com uma boa colherada de manteiga de vaca, reservam-se escorridas e secas.
Frite-se em manteiga com alho e coentro, enfiando-lhe entre as folhas azeite, sal e pimenta, deixe caramelizar, regue-se com sumo de limão e raspa.
domingo, 4 de fevereiro de 2024
Em cuenca- Espanha
Cuenca a minha vizinha Espanha, já aqui pertinho de nós ♡
Um prato simples feito com bacalhau salgado, quase uma desconstrução do pastel de bacalhau . O nome diz que possivelmente chegou a Cuenca entre os tropeiros (encarregados de transportar mercadorias com mulas e arrastar animais para zonas geográficas distantes). Pelo caminho era feito o receituário com a aquisição dos ingredientes. O ajoarriero seria o culminar de todos os negócios e vendas de vinho era quase ritualístico: “O bacalhau era transportado pelo almocreve, a fritada ou acessórios eram pagos pelo vendedor e o vinho era fornecido pelo garapitero ou mediador de tintos e claretes.” segundo registos o prato torna-se conhecido no século XVII conjuntamente com o chavão “satisfazer até os burros”, daí um dos seus nomes: “atascaburras”. Para alem da história muito curiosa e digna de uma nota nesta página e com muito privilégio .
A receita de bacalhau pode ser uma entrada de qualidade. É uma espécie de massa macia ou patê feito com uma mistura de batata, miolo de bacalhau, pão ralado, ovos cozidos, um bom azeite virgem extra e alho.
Este bacalhau ajoarriero é muito típico em Cuenca, embora muito diferente do que se come noutras zonas de Castela e Leão. De costume, feito nas festas regionais e na Páscoa.
Ajoarriero de bacalhau , ajo arriero, ajada de bacalhau, atascaburras ou pilão de ajo é um prato delicioso e de sabor extraordinário. Embora a palavra alho apareça em quase todos os nomes dados a este prato, quase não se nota na receita porque o seu sabor é intenso como o do bacalhau e cremoso por causa da batata.
Divirta-se!





