quinta-feira, 4 de janeiro de 2024

ovos à tarde fria



Sentia o inverno, tudo parado no ar, as árvores sem folhas e o silêncio quebrado apenas pelo som do vento gelado. Era uma sensação de quietude e calma, um momento para parar e refletir no meio da temporada fria. Era como se a natureza estivesse em pausa, esperando pacientemente pelo renascimento da primavera. A luz abria o caminho, devolvia o cheiro do prazer que aquecia o coração. Os primeiros raios de sol traziam consigo uma sensação de esperança e renovação. Era como se o Inverno se despedisse e a vida retornasse lentamente, trazendo consigo todos os prazeres e sensações.

Embora a pausa ainda permanecesse, as árvores em breve começam a brotar novas folhas, os pássaros voltam a cantar e os campos começam a colorir-se com flores. A pausa do Inverno acaba lentamente, dando lugar à energia e ao entusiasmo da primavera. É um momento de transição, de deixar para trás a quietude e abraçar a vida em pleno florescimento.

Ainda que a calma persistisse, é evidente que a vida retorna gradualmente e traz consigo toda a alegria e prazer que a estação mais fria temporariamente nos roubará.

A chegada dos primeiros raios de sol devolve uma sensação reconfortante e inspiradora.

Assim são os sabores [vistos por mim], onde podemos assimilar conhecimento, aprender sobre eles nas mais diversas perspectivas e permitir expandir a firmeza culinária. Despertar a curiosidade e criatividade, que nos levam a experimentar e explorar novos ingredientes, reinventar receitas antigas ou até mesmo criar pratos totalmente únicos.

A singularidade dos ovos [que me foram oferecidos, agora mesmo], alegram a campina presente. 


Ovos à tarde fria 


Numa frigideira ofereça ao toucinho branco o lume. Retire e deixe descansar. Use a gordura e junte dois ovos, acrescente a batatinha cozida cortada em pequenos pedaços [sobraram do jantar].

Adicione lascas de pimento cru, sal (pouco) e pimenta, leve ao forno por momentos, até alourar os ovos. Salpique com o toucinho branco frito desfiado e cebolinho.

Dois dedos de vinho tinto alegram o copo que beberico, o mesmo que me aquece neste frio do campo entre as garfadas que me consolam a alma, aqui em Monsantel.


Divirtam-se 

 [Foto tirada da net]

sexta-feira, 29 de dezembro de 2023

Servido a Fernando Melo (crítico Gastronómico) |wine route BI


Cozinha Simples fragmentos Históricos




“Cozinha” remete-nos para produtos-ingredientes, utensílios e técnicas culinárias.“Mesa” cobre tanto o serviço e consumo dos bens alimentares (quer os“cozinhados” quer os consumidos crus), como códigos de comportamento e sentidos dos atos de “servir”, “servir-se” e “ser servido” (à mesa).“Gastronomia”, termo de origem grega, precisamente usado como um dos títulos que na Antiguidade (segundo o testemunho de Ateneu, compilador dos fragmentos a chegarem aos nossos dias) a obra de Arquéstrato recebeu,significa, literalmente, “estudos do estômago”. In C.Soares



Entrada /starters


Pratinho de Iguarias do Mundo Raiano


  • Queijo de Mistura de leites de ovelha e cabra com coalho animal com pequenas notas de sal 

  • Chouriço Batateiro (representativo da miséria,1950 os anos de maior abandono em Idanha a Velha. Onde as mulheres ficaram com o trabalho agrícola procurando o sustento para as crianças, usavam a gordura dos chouriços (dada por Sr. Marrocos) e misturavam o excedente da batata cozida, tornando assim neste célebre chouriço)

  • compota de figo artesanal [ Cheffe Casa da Velha Fonte]

  • Azeitona da horta temperada 

  • Pão de azeite (bica) outrora tempos Gregos e Romanos, identificando a sustentabilidade na cozedura (poupança de lenha).

  • Pão artesanal da Zebreira


  • Quinta do cardo  rosé 2016 CALADOC RESERVA



Prato Principal/ Main Course 


  • Miga Romana (recheada de legumes endógenos) - inspirada no sec IV  pautada pelos tradicionais e respeitados princípios clássicos do “nada em excesso” com Costeletas de borrego onde se pretende demonstrar que a tradição nos faz refletir sobre padrões alimentares requintados. 


  • Quinta da Biaía biológico e vegan 2019   60% touriga Nacional 20% touriga Franca 20% touriga Roriz Beira Interior Tinto  


Sobremesa


  • Mousse de Rosas com avelã - o chocolate de Roma 

  • café bio Delta


  • Casas Altas Bruto Espumante branco Chardonnay




sábado, 16 de dezembro de 2023

Broas castelares

Não fosse eu nascida e criada em Lisboa...
 Na minha mesa de Natal oferece-se o sabor a casa, urbano mas muito gostoso.
A  broa Castelar é um doce típico de Natal da região de Lisboa e Vale do Tejo em Portugal. São broinhas fofas com formato elíptico e alongado de cor dourada feita pelo o pincel com gema de ovo. Numa mistura de  batata doce e amêndoa.

3 batatas doces assadas 
1 chavena de farinha de amêndoa 
Raspa de limão e laranja
3 colheres de açúcar 
4 colheres de sopa de farinha de centeio
Baunilha
2 gemas






Misture tudo muito bem, forre com papel vegetal o tabuleiro do forno e barre gordura para que não pegue. Forme pequenas quenelles, achatando-as com a colher, pincel com a gema de ovo e leve ao forno por 15mn a 200graus.
Depois de cozidas, barre com geleia de laranja e coloque os berloques de açucar coloridos.

Divirta-se no Natal ♡

Pesto de Inverno


Hoje, recebi de prenda espinafres tratados com muita consciência♡ por gratidão fiz um dos molhos que mais gosto. 

O pesto é um molho tradicional da região da Ligúria, na Itália. A origem remonta ao século XIX e está associada à cidade de Gênova.


Cre-se que o pesto surgiu como uma variação do molho romano chamado "moretum", que era feito com alho, queijo, azeite e ervas. Com o tempo, a receita foi aprimorada e acrescenta os ingredientes característicos do pesto: manjericão, pinhões, queijo pecorino (ou parmesão) e alho.

A receita do pesto genovês mais antiga foi registrada num livro de receitas datado de 1863, "La Cuciniera Genovese" (A Cozinheira Genovesa), escrito por Giovanni Battista Ratto.

A popularidade do pesto espalha-se ao longo dos anos, com admiradores em todo o mundo. 
Atualmente, há uma grande variedade de pestos, com diferentes ingredientes e adaptações regionais.

Deixo-vos uma das minhas preferências e criação, que utilizo em queijo fresco, arroz, esparguete, tostas, bases para cozinhados, etc...

Totalmente vegana.


Ingredientes

300g de espinafre de Inverno 
3 nozes partidas
10 amêndoas idanhenses
Manjericão 
1 tomate desidratado
2 dentinhos de alho
Sal e pimenta
Azeite 
Sal

Usar o centrifugador de cozinha, misturar muito bem, tudo ao mesmo tempo. Acrescentar azeite para que se conserve sem secar.

Divirta-se

Ruby, o meu creme bruleé

 

No meu cantinho de sabores, desenrola-se uma dança, onde doces e robustos, seus caminhos se encerram.

Deixo-me levar por um creme bruleé beijado pelo fascínio do vinho, uma sinfonia de sabores, ricos e puros. Das profundezas do rubi surgem os taninos, Abraçado o creme, como reside a paixão entre o caramelo crepitante e uma chama ardente. A fusão de sentidos com uma mania de cozinheira. Um caso divino, como seda entrelaçam-se com elegância. As notas aveludadas, um dueto de deleite, acende as chamas, e o voo gustativo une-se ao olfato. Oh, creme brulé ruby, um amor incalculável.

Uma união de prazeres, paixões descontroladas, cada colherada pintou um quadro na minha alma escrevendo-as nos meus sentidos.







Ingredientes:



500 g natas à temperatura ambiente

1 vagem vagem de baunilha

2 cascas de limão só a parte amarela

130 g açúcar amarelo (usei branco, não tinha amarelo)

½ copo de vinho tinto (bom vinho)

½ copo de vinho do porto

6 gemas de ovo

1 pau de canela

1 flor de anis

1 cabecinha de cravinho

1/2 lata de leite condensado 

Açúcar amarelo misturado com branco para polvilhar e queimar


Prepare as vagens de baunilha, usando uma faca corte-as ao meio e abra. Raspe as sementes com a ponta da faca e coloque num tachinho.

2. Adicione ao tachinho as natas, o leite condensado e os vinhos e as cascas do limão e as especiarias, coloque em lume brando, sem nunca deixar ferver.

3. Adicione o açúcar e mexa bem. Retire do lume e deixe arrefecer um pouco.

4. Pré aqueça o forno a 140°C

5.  bata bem as gemas com uma vara de arames e depois vá juntando as gemas as natas, devagar e por um fio para que o creme não queime os ovos. Mexer sempre. Retire o creme (com cuidado para que as cascas de limão ou as especiarias não se juntem, retire-as) e encha as formas.

6.  Leve as formas ao forno a 140°C, em banho maria, cerca de 25 minutos.

7.  Depois de cozido, polvilhe com açúcar amarelo e queime.


Divirta-se ♡





quinta-feira, 7 de dezembro de 2023

Rabanadas ao meu modo ♡

As rabanadas têm origem antiga, remontam à Idade Média ( 476 a 1453). Estudei que foram criadas pelos monges católicos em mosteiros europeus como sustentável  rotina doméstica, aproveitar o pão do dia anterior.

Nesta época tão bonita da história, as rabanadas eram refeição ideal para o jejum da Quaresma, quando carne, ovos e laticínios eram proibidos no seu consumo. Os monges mergulhavam fatias de pão duro em leite ou vinho, passavam-nas em ovos batidos e  fritavam em óleo quente.



Este receituario moveu-se pela Europa e torna-se numa sobremesa popular, especialmente durante as festas de Natal e Ano Novo. Ao longo dos séculos, as rabanadas passam por diferentes variações, como o uso de açúcar, canela, até mesmo recheios e  caldas.
Na contemporaneidade, as rabanadas são apreciadas em várias partes do mundo, cada país com seu cunho especial.
 Portugal oferece as rabanadas  acompanhadas por caldas de laranja ou vinho e mel.
Independentemente das variações, as rabanadas são um costume gastronómico que nos conecta ao passado e às raízes da culinária europeia.

Com grande orgulho deixo-vos as rabanadas cá de casa, as minhas,  que para além da família também os convivas que nos visitam, adoram.

Corto as fatias da pão de forma duro em 4 pequenos quadrados, rego com whisky "Monkey Shoulder"  e açúcar. Deixo repousar por 40mn, passando-as depois por ovos batidos com raspa de laranja. Frito em óleo de boa qualidade (o meu é profissional, aguenta altas temperaturas), coloco a escorrer e passo por açúcar e canela.
Por vezes, nos dias seguintes, quando sobram rego-as numa calda que faço de casquinha de laranja e açúcar em ponto espadana.

Divirtam-se ♡♡♡


terça-feira, 5 de dezembro de 2023

Marmelada de casca de laranja - Monsantel

A marmelada de laranja, delicioso doce  feita a partir de laranjas e açúcar. É um doce tradicionalmente consumido em muitos paises do mundo, principalmente durante o inverno.





 Para a marmelada de laranja, vai necessitar das cascas;







- 1 kg de laranjas  e a  casca fina (sem branco

- ½ sumo de laranja 

-½ sumo de limão 

- 500g de açúcar

-cravinho

-pau de canela



Aqui deixo passo a passo a marmelada de laranja:


1. Lave bem as laranjas e retire a casca fina da fruta,  cuidado para não ter a parte branca,  é amarga. Corte as cascas em tiras finas e reserve em água escaldada..


2. Descasque as laranjas, e retire toda a casca branca, corte a laranja em pedaços pequenos, retire também os caroços.


3. Coloque as laranjas picadas num tacho grande e adicione água suficiente para que cozam. Cozinhe em tempertura média-alta por 30 minutos ou até as laranjas ficarem macias.

4. Escorra a água e bata as laranjas cozidas com varinha, até obter uma mistura homogênea.

5. Junte a  mistura de laranja no tacho com as cascas cortadas finamente e adicione o açúcar. Cozinhe na temperatura médio-baixo, mexendo sempre, até o açúcar dissolver completamente.

6. Mexer ocasionalmente para não agarrar no fundo do tacho. A marmelada estará pronta quando atingir uma consistência densa, isso pode levar de 1 a 2 horas.

7. Enquanto a marmelada coze , esterilize os frasquinhos de vidro com tampas, submergindo em água fervida 10 minutos.

8. Quando a marmelada estiver no ponto deixe arrefecer por alguns minutos.

9. Coloque a marmelada ainda quente nos fraquinhos esterilizados, feche bem as tampas e vire-os de cabeça para baixo. Vai ajudar a criar um vácuo e garantir a conservação da marmelada.

A marmelada de laranja pode ser consumida com pão, torradas, bolos ou até  como recheio de bolachas e sobremesas. Óptima opção para um chá de amigas ou apenas desfrutar de um sabor único e delicioso para além de sustentável ♡


Divirta-se ♡



domingo, 3 de dezembro de 2023

Míscaros no Alcaide -LAA

 Lactarius deliciosus , o cogumelo comestível de chapéu largo, alaranjado, formato aplanado com ligeira depressão no centro e laminado na face inferior e pé com manchas de cor mais escura, normalmente conhecido por pinheira, raivaca, sancha, vaca-vermelha.

Nesta aldeia da cova da beira, Alcaide,  são promovidas caminhadas, workshops e ecoshowcookings para melhor compreensão deste tão grande mundo dos fungos. Para além de toda a partilha de informação, ainda pode comprar no Centro de Recolha de cogumelos as delícias desta comunidade.

Um verdadeiro conhecimento ancestral nas mãos de uma comunidade activa que têm como subsistência e paixão no ecossistema da vida natural e funcional.

Imaginem uma clareira de pinheiros num presépio chamado Alcaide, numa cesta cheia de silêncio vem o almoço para alimentar os convivas micológicos cheios de inspiração Micológica. 

Tudo em segurança é preparado. 



O cheiro da larga frigideira começa a perfumar o pinhal, ouvindo-se a música do caminho pisado entre a caruma e o micélio corrompido,  tudo isto é cogumelos.

O bago escolhido por esta Liga de amigos é o Ariete da bom sucesso - Orivarzea, largos anos de cumplicidade com este projecto.

Vamos lá então provar:

Arroz

Miscaros,  boletos edulis,  mistura dos bosques (seleção LAA)

Cebola

3 cabeças de Alho cortadas ao meio.

Azeite

Ervas aromaticas (carqueija, segurelha, louro, majerona)

Rama de cenoura

Bagas (zimbro, flor de aniz)

Piri piri

1 chouriço (sacif)

1 farinheira (sacif)

1 toucinho fumado de bizaro (quinta da Fonte Insonsa Bio)

Banha e azeite

Vinho Quinta dos Currais branco


Começo por fritar os enchidos no toucinho fumado, e em banha, aos poucos vou acrescentando a cebola, as ervas, as cabeças de alho cortado ao meio viradas para baixo(sem queimar). Depois de fritinhos, retiro os enchidos e reservo. 

Acrescento os cogumelos sem cozinhar demasiado e segue-se o arroz sem adicionar qualquer líquido, selamos o bago para que não se desfaça, aguardamos que o calor una os sabores; cogumelos e arroz. Rego com abundante vinho Quintas dos Currais e calmamente com espátula vou revolvendo o festim para que nada se agarre. Chegou agora a vez da água que vai permitir a cozedura uniforme do arroz. Não deite demasiada, para que não tenha que repor os temperos. O sal entra neste ponto em alegre ovação e deixe cozer, sempre remechendo com a espátula. 

Esprema um sumo de limão por fim e deguste em amena cavaqueira o repasto oferecido.

Em harmonia e enorme carinho ♡

Gratidão LAA, Gratidão Alcaide.







sábado, 2 de dezembro de 2023

Limão idanhense, da Maria Caldeira de Sousa

O século XV, brinda-nos com o Limão pelas mãos dos navegadores portugueses. Somos pioneiros na exploração marítima e na descoberta de novas terras, estabelecendo rotas comerciais que nos permitiram trazer especiarias exóticas, como o limão, da Ásia e do Oriente Médio para a Europa. Desde então, o limão tornou-se parte importante da culinária portuguesa, sendo utilizado em diversas receitas, como sobremesas, marinadas, molhos e até mesmo para temperar peixe.
Cá por casa temos uma árvore Limoeiro, sempre disposta a dar-nos ambundantemente Limão. Como sustentável cozinheira, vou corrigindo o excesso com conservas. A minha favorita é o  achar de limão, é uma conserva feita com limões cortados e macerados em sal. Utilizo muito no meu modo de culinária para dar um sabor cítrico e ácido aos pratos.
Achar de Limão ao meu modo(para frasco de 2 kg)

8 Limões
2/2 chavena de sal
1 sumos de Limão 
4 colheres de sopa de caril ou especiarias como pimenta em grãos, cravo-da-índia, canela em pau, entre outros...
1 ramos de coentro fresco
Azeite pra encher o frasco

 Para fazer o achar de limão, é necessário cortar os limões em fatias finas ou em quartos, retirar as sementes e deixar de molho em água salgada aproximdamente de 1ou 2 duas horas,  assim a conserva ficará com sabor mais intenso. Adicionar por camadas todos os ingredientes num frasco de vidro, no final encha com azeite e deixe que todos os sabores se misturem, vá voltando ao contrário para que o caril se misture com o limão.

Divirtam-se ♡







segunda-feira, 27 de novembro de 2023

Rosti do Alcaide 2023


O Festival dos Míscaros e Cogumelos é um evento que acontece todos os anos na aldeia de Alcaide, localizada no concelho do Fundão, em Portugal. O festival tem como objetivo promover os produtos locais e valorizar os recursos naturais da região, especialmente os cogumelos e as suas gentes.

Durante o festival, acontecem diversas atividades relacionadas com cogumelos, como exposições, colheita e identificação de espécies, workshops de culinária, degustações, apresentações musicais e outras atrações culturais onde a comunidade local se envolve em grande escala. Os visitantes também têm a oportunidade de adquirir produtos à base de cogumelos, como compotas, doces, licores, entre outros.

Este Festival único da  beira interior, conta com a presença de especialistas na área, que realizam palestras e debates sobre os cogumelos e sua importancia ecológica. Também é possível realizar trilhos e caminhadas circundantes à aldeia para aprender mais sobre a natureza e a diversidade de cogumelos presentes na região.

O Festival dos Míscaros e Cogumelos no Alcaide é uma oportunidade única para os amantes da natureza e da gastronomia conhecerem mais sobre este fascinante grupo de organismos e desfrutarem de um ambiente acolhedor e tradicional.


A chef Maria Caldeira de Sousa, novamente, marcou presença no Festival dos Míscaros e Cogumelos no Alcaide. Reconhecida pelos seus talentos culinários e expertise em pratos à base de cogumelos, a chef foi convidada para participar no evento e demonstrar as suas habilidades e conhecimentos na preparação dos cogumelos.


Durante sua participação em tasca, Maria Caldeira de Sousa apresentou as suas criações e partilhou dicas  para o melhor aproveitamento dos míscaros e cogumelos na culinária. A sua presença no festival atraiu muitos apreciadores da gastronomia, que puderam degustar as delícias.

Além da sua participação na parte gastronómica,  a chef Idanhense também partilha experiência e conhecimento num workshop, o que reforça ainda mais a qualidade e o prestígio do festival dos míscaros e cogumelos no Alcaide.



Rosti com batata do Alcaide e Cantharellus 


2 batatas

1 colher (sopa) de azeite

1 pitada de noz moscada

1 ovo 

1 colher (chá) de sal e pimenta moída na hora a gosto

200g de cantharellus

1 cebola

 ½ chouriça das beiras

1 colher de gordura animal

4 gemas de ovo

1 colher de azeite


Lave, descasque e passe as batatas pela parte grossa do ralador.Abra um pano de prato limpo sobre um escorredor e coloque toda a batata ralada no centro. Una as pontas do pano, formando uma trouxinha, e torça bem para extrair o excesso de água.Transfira a batata ralada para uma tigela e tempere com os ingredientes una com o ovo já mexido.


Leve uma frigideira antiaderente de cerca de 20 cm de diâmetro ao lume, no mínimo. Regue com o azeite e gire a frigideira para untar todo o fundo e as laterais. Espalhe a batata ralada pela frigideira, cubra todo o fundo, e pressione com uma espátula. Deixe cozinhar em lume brando por 10 minutos, até que a base fique dourada. 

Atenção: não aumente o lume para acelerar o processo, a batata rosti ficará crua.

Com a espátula de silicone, solte as laterais e o fundo vire a rosti para um prato raso, cubra com a frigideira, segure o prato e vire de uma só vez. ( estilo omelete) deixe cozinhar dos dois lados.

Noutra caçoila frite a chouriça beirã, cortadinha e a cebola, junte os cantharellus coloque no topo da rosti.

Na mesma caçoila use a gordura para aquecer a gema de ovo sem cozer demasiado.

Coloque no topo dos cantharellus e salpique com cebolinho fresco.


Um enorme agradecimento à Liga Amigos do Alcaide e ao seu Presidente Fernando Tavares, mais uma vez mostraram que basta querer para acontecer.


 


sábado, 11 de novembro de 2023

Puré de Castanha - Monsantel

E no outono, à medida que as folhas ficam douradas e o ar fica fresco, os comensais reunem-se  para celebrar os sabores mágicos e o purê de castanhas é um prato que conquista corações.


Puré de castanha 


Ingredientes:

1kg  de castanhas 
1 cherovia
1 pitada de  Erva doce
2 dentes de alho
Pitada de noz moscada
1 folha de louro
1 cebola pequena
Raspa de gengibre
1/2 colher de chá de sal (opcional)
1 chavena de caldo de legumes
1 copo de vinho branco
Azeite
1/2 colher de banha. 



Instruções:

1. Coloque as castanhas descascadas, o azite, a cherovia, a cebolinha, e os temperos (coloque o alho só no fim, para nao queimar)numa frigideira.
Leve a lume médio-alto e deixe  por cerca de 15-20 minutos, ou até que as castanhas fiquem macias, sempre a  acrescentar o vinho e o caldinho.

Depois de macias, triture as catanhas com ajuda de um robot de cozinha. Adicione o sal.
 Bata as castanhas até obter uma consistência de puré cremoso. Se a mistura estiver muito espessa, coloque mais um pouco de água, até atingir a consistência desejada.

Acompanhe com uma bela galinha assada e doce de frutos vermelhos.

Divirta-se 







sexta-feira, 3 de novembro de 2023

Migas de rosa Sr. são Migas

Na mitologia greco-romana, a rosa estava associada à Afrodite ou Vênus, deusa do amor e da beleza, portanto, uma flor sagrada de elemento fogo, que simboliza a fertilidade, a beleza ou até mesmo, a virgindade.

Não fugindo ao meu estilo, da lenda, onde para gregos, a rosa era uma flor branca e  que se tornou vermelha no momento que Adônis foi ferido de morte e Afrodite, sua amada, transformou a cor das rosas ao picar-se num espinho. Diante disso, além de simbolizar o amor e o romantismo, a rosa é a regeneração.

Nas mesas do meu restaurante a Rosa é uma das migas que preparo simbolizando a solidariedade e St Teresa de Aragão esposa de Grande Rey D. DINIS

Migas de Rosa 2 pax

1 cabeça de cravinho

3 dentes de alho

3 lascas de gengibre 

2 fatias grossas de Pão casqueiro demolhado em vinho branco ( pão trigo de Idanha a velha)

100g de favas

3 fatias de toucinho branco 

1 folha de louro

20g de folhas de rosa comestíveis

Pimenta preta, noz moscada, ½ colherzinha de açafrão , sal qb coentros  e poejo 

1 ovo 

Azeite 


Deixe derreter em lume o toucinho, juntando um pouco de azeite e os alhos socados, sem queimar. junte as favas descascadas, o cravinho, o louro e o gengibre migado,  frite pouquinho tempo e misture 15g das rosas e pétala desidratada. Misture o pão espremendo com a mão, una sempre em lume médio e sempre com as ervas e especiarias. Ao ovo retire a clara e coloque no centro da miga salpicando com pimenta e as rosinhas que sobraram no tempero.

E permita se a um manjar único feito por Cheffe Maria Caldeira de Sousa (prato de autor) 


[ casa da velha fonte migas para o prezado Fernando Melo marca registrada]


quarta-feira, 1 de novembro de 2023

Dia de celebrar o desapego

Hoje é o dia de celebrar o desapego, de celebrar os nossos antigos, em reunião com a família que se junta. Nada melhor que vos oferecer a broinha que me satisfaz♡ 

Ingredientes:

- 2 chávenas de farinha de trigo

- 1 colher de chá de fermento em pó

- 1 colher de chá de bicarbonato de sódio

- 1 colher de chá de canela em pó

- ½ chávena de cacau em pó

-½ chávena de café mistura solúvel 

- 1/2 colher de chá de noz-moscada

- 1/4 colher de chá de cravo em pó

- ½ colher de erva doce

- 1/2 chávena mel

- 1/2 chávena de açúcar mascavo

- 2 ovos

- 1/2 chávena de azeite

- 1/2 chávena de nozes picadas, amêndoa...

- pitada de sal


Ao forno a 180°C e unte um tabuleiro  com manteiga e farinha.

Numa tigela, misture a farinha de trigo, o fermento, o bicarbonato de sódio, a canela, a noz-moscada,o cravo em pó, cacau, erva doce e café solúvel.

Num tacho misture o mel, o açúcar mascavo, os ovos e o azeite.Agora que têm as duas misturas de ingredientes secos junte numa só mistura de mel e mexa até que fique homogénea, leve ao lume e coza até a massa começar a não colar ao fundo. Desligue o lume e aguarde que arrefeça. 

Adicione as nozes picadas.


Faça pequenas bolinhas, com a mão untada de azeite, leve ao forno preaquecido por 7 minutos, mais tempo ficam mais riginhos.

Retire, deixe arrefecer e passe por açúcar granulado. 


Deliciosas broinhas que vos trarão o "pão por deus" das minhas boas memórias.


Divirtam-se ♡